segunda-feira, agosto 28, 2006

mãe de um filho que eu não tive.
me mandou um email feliz
eu vi a felicidade
escorrendo entre as palavras
das frases desconexas
que para gente faziam
tanto sentido.
era alegria, alegria
pura daquele doce menino.
fez meu coração bombar paz
por cada espaço do meu corpo frio
um alívio único,
o fim para uma angústia
que não me deixou dormir.
talvez o filho que eu abortei
numa vida passada
agora soltando da minha mão
e conseguindo viver seus dias
com seus próprios passos.
sou maria amiga,
irmã, alma, gêmea,
mãe.
sou maria passageira
e agora, se quiseres, até posso ir
se eu souber que, ao olhar pra trás,
vou te ver sorrir.