segunda-feira, julho 24, 2006

atrás da manta vermelha.
descobri na vida dois amores,
maiores que o tempo e todos meus temores.
entre seus braços o portal para o paraíso,
um mundo que era só agora multiplicado por três.
não existe explicação que caiba tamanho sentimento.
foi-se o tempo em que seguiamos sozinhos a direção do vento.
nunca só, nunca só, nunca só,
sussurram incansavelmente em meus ouvidos,
é o início da nova vida.
a vida eterna, a vida além da nossa vida,
aquela vida que vale a pena.
madeixas loiras ou morenas,
a falta delas, o silêncio,
o som do violão chorando junto com a chuva na varanda,
todos textos esquecidos nas gavetas,
as mãos e os abraços,
as mantas e os muros,
o caos e as incertezas,
sorvetes e pasta de beringela,
o colorido novo do mundo.
um sentido que agora existe para sempre,
para sempre bem mais que onze letras,
muito além do conceito trivial...
somos nós giz de cera dessas três vidas,
rabiscando as paredes de nosso próprio mundo,
construindo um refúgio único e incomum,
exclusividade de quem aprendeu a ser um só,
sendo mais que um.